Ministério da Solidão irá lidar com problemas ligados a solidão na Inglaterra

Um novo cargo foi criado pelo governo de Theresa May, que marcou a história britânica com a criação do Ministério da Solidão, e nomeou Tracey Crouch, ex-ministra dos Esportes ao cargo de ministra da Solidão. A divulgação da notícia foi oficializada no dia 17 de janeiro deste ano, confiando que o novo ministério irá conseguir buscar soluções para o problema da depressão e outras doenças relacionados com a solidão que atinge milhões de britânicos todos os anos.

A nova ministra da Solidão tem 42 anos e disse que está confiante para assumir o seu papel diante do novo cargo, e está pronta para enfrentar o desafios e problemas relacionados com os aspectos da solidão e seus reflexos como um todo. O chamado “desafio geracional” é assim denominado pela ministra como a depressão e outras doenças relacionadas que afetam milhões de pessoas no Reino Unido, abrangendo várias faixa etárias.

A líder do governo britânico Theresa May, explicou que um Comitê de Solidão, um órgão já existente antes da criação do Ministério da Solidão, irá auxiliar o papel do ministério em busca de alternativas efetivas para lidar com este problema no país. O papel de empresas privadas e organizações não governamentais, também será importante para que as estratégias sejam mais efetivas nesta luta.

Dados de um relatório divulgado em 2017, apontaram para o impacto negativo que o problema de ordem mental tem sobre a saúde, podendo ser semelhante ao impacto negativo gerado por 15 cigarros no mesmo dia, e tende a ser pior em pessoas com idade mais avançada, principalmente nos idosos com mais de 75 anos.

Em todo o Reino Unido, as estimativas são de que 50% dos cidadãos com mais de 75 anos estão vivendo sozinhos, passando muito tempo longe de interação social. A nova ministra disse que um fundo de investimento será criado com o intuito de possibilitar que as ações necessárias possam ocorrer em um futuro próximo. A ministra diz que a criação de várias bibliotecas e de centros de lazer serão uma das estratégias que irão ajudar a lidar com este problema no país.

“Sabemos que há um impacto real da solidão nas pessoas, seja no bem-estar mental ou na saúde física, mas isso se estende para outros aspectos da sociedade, e desejamos lidar com este desafio”, informou a ministra da Solidão.

Felipe Montoro Jens reporta convênio firmado entre BNDES e BID para nova linha de crédito

Um convênio firmado entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), em novembro passado, promoverá a abertura de uma nova linha de crédito condicional. Ao todo, a parceria disponibilizará US$ 2,4 bilhões, noticia Felipe Montoro Jens, Especialista em Projetos de Infraestrutura.

O objetivo do acordo é permitir o financiamento de projetos oriundos da iniciativa privada, a médio e longo prazo, nos seguintes setores: sustentabilidade energética, infraestrutura e suporte a projetos inovadores em médias e pequenas empresas. Além disso, de acordo com informações veiculadas na imprensa pelo BNDES, um contrato de empréstimo no valor de US$ 900 milhões já foi assinado e será direcionado para o Programa de Financiamento para Energia Sustentável. Este é o primeiro repasse do convênio e conta com US$ 750 milhões provenientes do BID e US$ 150 milhões originários do BNDES. Os recursos deverão subsidiar projetos voltados à energia eólica, reporta Felipe Montoro Jens.

Sobre o BNDES

Com mais de seis décadas de operação, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é considerado uma das maiores instituições financeiras, entre as dedicadas ao desenvolvimento social, em todo o mundo. Conforme destaca Felipe Montoro Jens, o BNDES, nos últimos anos, tem sido um dos principais mecanismos do Governo Federal para custear investimentos e financiamentos a longo prazo em diversos setores da economia nacional.

Segundo a própria homepagedo BNDES, o órgão “confere apoio aos empreendedores brasileiros, independentemente de seu porte (até mesmo pessoa física), para que seus planos de crescimento, modernização ou realização de novos negócios possam ser efetivados, prezando sempre a criação de empregos, aumento da renda e consequente desenvolvimento do país”.

A assistência proveniente do BNDES pode ocorrer de diversas formas, contudo, os principais meios de suporte são: investimentos e financiamentos; aumento de capital a partir de valores mobiliários (subscrição); concessão de garantias e destinação de recursos (não reembolsáveis) a programas sociais, esportivos e culturais, ressalta Felipe Montoro Jens.

Sobre o BID

O site oficial do Banco Interamericano de Desenvolvimento revela que a instituição, concebida em 1959, tem como principal missão a melhoria da qualidade de vida das populações do Caribe e América Latina: “Prezamos pela melhoria da saúde, infraestrutura e educação por intermédio de suporte técnico e financeiro às nações que lutam pela redução da desigualdade e pobreza. A nossa obrigação é elevar o desenvolvimento social de maneira ecológica e sustentável”.

O BID mantém parcerias com outras instituições, de modo a compor o Grupo BID. Além do Banco Interamericano de Desenvolvimento, constituem o Grupo: o Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin) e a Corporação Interamericana de Investimentos (CII). Entre os atuais propósitos de intervenção do Grupo estão compreendidos alguns desafios: melhorar as taxas de crescimento econômico e os níveis de igualdade e inclusão social.

Além disso, outras metas do Banco Interamericano de Desenvolvimento incluem: fornecer provisões às carências das nações mais vulneráveis, possibilitar o desenvolvimento a partir da iniciativa privada, além de fomentar a integração regional, reporta o Especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

Exportações do agronegócio somam 96 bilhões de dólares

41,1% das exportações brasileiras segundo o Ministério da Agricultura vieram do agronegócio, gerando para o setor uma receita de 96 bilhões de dólares. Isso representa um crescimento de 13%, levando-se em conta o ano de 2016, sendo que a seção de grãos teve um maior volume de vendas que os outros em termos de exportação, contabilizando uma receita para o setor na casa de 25.71 bilhões de dólares.

Em segundo no quesito exportação veio o ramo de carne que teve um aumento de 8,9% comparando-se com 2016, gerando um volume de vendas de 15,47 bilhões de dólares.

As vendas de carne do Brasil para exterior só não foi melhor porque foi surpreendida por um acontecimento que prejudicou muito o setor, “operação carne fraca”, onde a Policia Federal comandou uma megaoperação, para descobrir uma serie de inflações cometidas por Frigoríficos e funcionários do Ministério da Agricultura.

Na operação foram presos 35 pessoas restando ainda 2 que conseguiram fugir. O Ministério da Agricultura puniu 33 funcionários que participavam das atividades ilegais, que consistia no recebimento de suborno para fazer vista grossa a inúmeras irregularidades. O Ministro lamentou muito o evento.

O Ministro da Agricultura, Blario Maggi demonstra muito otimismo para o volume de exportações no ano de 2018. Confiante afirma que será bem melhor que em 2017. Para atingir esse objetivo o Ministro tem como estratégia uma investida direcionada para o mercado asiático. Segundo Maggi “A Ásia é um mercado grande por causa da China: 51% da população mundial vive na Ásia e é a economia que mais tem crescido. A renda da população daquela região cresce rapidamente”. Dessa forma é um público consumidor que merece atenção especial.

Um mercado que ficou sem nenhuma comercialização no segundo semestre de 2017, foi o de carne in natura como os Estados Unidos, que no período encerraram os negócios no setor com o Brasil.

Blario Maggi tem trabalhado para que o fornecimento seja reestabelecido, as combinações preliminares de maior relevância já foram acordadas, e não há nenhum impedimento político para que a comercialização aconteça, a perspectiva do Ministro é que tudo seja acordado até o mês de abril.

 

Após 10 anos em queda, Brasil atesta crescimento nos casos de hepatite A

As duas maiores cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, registraram surtos de hepatite A, alavancando os casos registrados da doença no país. Juntas, as cidades somaram mais de 800 casos em 2017, enquanto em 2015 houveram pouco mais de 200 reportados em todo o Brasil. O vírus VHA, causador da doença, provoca inflamação do fígado e pode levar à morte.

A doença, transmitida pelo contato oral com fezes de pacientes, e por isso geralmente adquirida através de água contaminada por esgoto ou também por alimentos mal higienizados, está sendo propagada por causas diferentes nas duas cidades. Enquanto no Rio os casos reportados concentram-se no Vidigal, comunidade da Zona Sul carioca com grande deficiência em infraestrutura sanitária e com casos de pontos de coleta de água contaminados pelo vírus, as infecções observadas na capital paulista estão relacionadas com práticas sexuais desprotegidas que envolvem contato com material fecal, de acordo com a Secretária de Municipal de Saúde.

A inflamação do fígado ocorre quando anticorpos tentam eliminar o vírus da hepatite A, mas acabam atacando células do próprio organismo, comprometendo a correta operação das funções hepáticas. Mesmo assim, a maioria dos casos não possui sintomas graves, assemelhando-se com outras infecções, que causam dor de cabeça, dor no corpo e febre, e evoluem para a cura espontânea. Entretanto, em alguns casos o fígado é gravemente danificado, causando falência do órgão e morte do paciente, caso um transplante de órgão não seja realizado a tempo. Em São Paulo, duas pessoas morreram na fila de transplante de fígado em 2017 em decorrência da hepatite A, enquanto outras duas ainda aguardam pela cirurgia. Já no Rio de Janeiro, não há notificações de complicações severas por conta do vírus.

Para auxiliar na prevenção da hepatite A, sistema de saúde brasileiro disponibiliza a vacina contra o VHA para crianças de até 5 anos, assim como para portadoras de doenças imunossupressoras, como o HIV/AIDS. Para outros grupos, a vacinação pode ser obtida através da rede de saúde privada. Além disso, é importante tomar alguns cuidados, como manter bons hábitos de higiene, limpar corretamente os alimentos que serão consumidos e beber somente água limpa e potável, de procedência garantida.

Dentre as pessoas que experimentam o cigarro, 60,3% se tornam dependentes

Pesquisadores da Universidade Queen Mary, localizada em Londres, revelaram através de um estudo que de cinco pessoas que experimentam o cigarro pela primeira vez, três se tornam dependentes químicos da droga. Mesmo que por um curto período de tempo, essa taxa estabelecida pelos pesquisadores evidência que o hábito de fumar possui uma incidência de três a cada cinco pessoas no mundo.

Publicada pelo jornal periódico chamado de “Nicote & Tobacco Research”, o estudo contou com um levantamento de dados sobre o uso do cigarro e com a participação de pelo menos 215 mil indivíduos que permitiram a coleta de informações para análise.

Os pesquisadores criticaram com o estudo que o tabaco possui um alto fator viciante, podendo causar a dependência em uma alta taxa de três a cada cinco pessoas que fumam pela primeira vez. Além disso, o estudo serve como parâmetro para guiar os órgãos competentes do mundo todo que atuam no combate às drogas, sabendo que as ações para a prevenção desse consumo devem ser intensificadas, principalmente para o público jovem.

O professor e líder do estudo, Peter Hajek, disse sobre os novos dados: “Esta é a primeira vez que documentamos a notável capacidade viciante que os cigarros têm depois de uma única experiência em uma amostragem tão grande”.

Segundo Hajek, outro ponto importante do estudo é a linha entre a experimentação e a prática diária, onde uma taxa muito alta de pessoas passam do lazer de uma única vez para a necessidade compulsiva que é a depência química. “Vimos que a taxa de conversão de ‘fumar pela primeira vez’ para um ‘fumante diário’ é surpreendentemente alta, o que ajuda a confirmar a importância de prevenir a experimentação dos cigarros em primeiro lugar”, ressaltou o professor.

A pesquisa foi realizada a partir de dados coletados pelo “Global Health Data Exchange”, que é um grande banco de dados com censos, levantamentos, estatísticas e muitos outros dados que estão ligados à saúde em todo o mundo. Dentre os dados utilizados pela pesquisa, os pesquisadores utilizaram outros estudos que relacionaram a experimentação da droga com o uso contínuo.

A partir desse filtro de pesquisa, os pesquisadores obtiveram dados coletados por oito tipos de levantamentos realizados nos Estados Unidos, Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália. Os dados foram analisados através de uma conversão para a taxa da experiência com a droga e os pesquisadores concluiram que há uma incidência de 60,3% das pessoas que experimentam o cigarro de se tornaram dependentes da droga.

 

União Europeia decide que Uber é um serviço de transporte que deve ser regulamentado

No Brasil os uber travaram uma verdadeira batalha para conseguirem a sua regulamentação segundo o projeto de lei PLC 28/201. A discussão foi em regime de urgência sendo retirado da pauta pontos que eram inaceitáveis como a obrigatoriedade de que o motorista fosse dono veículo, outro ponto polêmico que também foi retirado do projeto apresentado inicialmente era o uso da placa vermelha condicionalmente.

Outros itens considerados mais do que necessárias foram aceitas como: carteira de motorista categoria B, pagamento obrigatório de INSS, seguro para passageiros, pessoal e DPVAT.

A União Europeia já entende que precisa regulamentar esse modelo de transporte, o Uber possibilitará ao usuário uma opção de transporte, onde um dos diferenciais está no preço. Isso meche no bolço do usuário, que pagava bem mais caro pelo mesmo serviço.

A regulamentação do Uber encontrará a mesma resistência que ocorreu aqui no Brasil, foi uma verdadeira guerra travada principalmente com o taxistas, e será também na União Europeia que através de sua associação já entrou com uma ação alegando concorrência desleal.

Prestando um serviço em centenas de cidades o Uber encontra dificuldades em muitas delas. Um desafio em cada cidade que presta serviço, diferentes desafios como da “sociedade informal” entendido pelos americanos.

De acordo com o Tribunal de Justiça da União Europeia, o Uber é uma opção de mobilidade urbana, indispensável para os usuários, que já aderiram a esse tipo de prestação de serviço. Cada país dentro de suas leis pode normatizar essa modalidade de prestação de serviço, assim como normalizaram a classe dos taxistas.

Diferentemente do Brasil a tendência da União Europeia deve ser acompanhada por tribunais de países no mundo inteiro, o Uber seja regulamentado nas mesmas condições dos taxistas.

A Espanha demorou dois anos mas tomou sua decisão que não foi contrária ao que se espera, o Uber tem o mesmo tratamento que os taxistas, lá também não foi diferente, a pressão veio através da associação dos motoristas de taxi. Novamente a argumentação de que com o Uber não se pode concorrer, pois os mesmos não pagam taxas e não se submetem a regras mais severas.

Saiba a razão de José Auriemo Neto ser considerado o rei da incorporação de luxo

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O executivo José Auriemo Neto chegou a presidência da empresa de sua família, a JHSF, com menos de 30 anos, se estabelecendo assim como um dos líderes desse ramo mais jovens do país. Porém, ele já trabalhava na empresa desde a adolescência, tendo adquirido grande experiência e visão de mercado antes de assumir esse importante desafio.

Desde adolescente, Zeco, como é chamado pelos amigos e familiares, já demonstrava um poderoso espírito de liderança, que pode ser exemplificado através de sua participação na Convivência Internacional de Jovens, realizada no Japão, e ainda quando morou por algum tempo na Europa para praticar Hipismo com o cavalheiro Nelson Pessoa Filho.

Aos 17 anos, José Auriemo Neto escolheu cursar Engenharia na Faculdade de Engenharia de São Paulo, ao mesmo tempo em que, durante meio expediente, já trabalhava na JHSF no setor de administração dos estacionamentos. Interessado no dia a dia da corporação, Zeco acabou decidindo trancar o curso e seguir os passos trilhados pelo pai, Fábio Auriemo, na liderança da incorporadora da família.

Após mais de vinte anos de atuação em outro mercado, a JHSF se voltou para incorporação em meados da década de 90, a qual passou a representar mais de 90% dos lucros líquidos da empresa. Nesse período, a incorporadora se envolveu em diversos projetos na capital e no interior São Paulo, em Salvador e Manaus, assumindo até mesmo um compromisso em Punta del Este, no Uruguai, para a incorporação de um condomínio de luxo. Porém, por vários anos o foco da empresa esteve nos centros de compras, sendo possível citar o Shopping Metrô Tucuruvi e o Shopping Metrô Santa Cruz.

No início dos anos 2000, o executivo José Auriemo Neto identificou potencial no ramo da incorporação voltada para a alta renda, um mercado que estava crescendo de forma acelerada nas grandes cidades do país. Com base nessa estratégia, a empresa investiu na viabilização do Parque Cidade Jardim, um empreendimento multifunções situado em um terreno de mais de oitenta mil metros quadrados na região da Marginal Pinheiros.

Muitos acreditaram que esse seria um empreedimento de alto risco, mas José Auriemo Neto não desistiu desse projeto e mobilizou a JHSF em prol da construção do completo. Após finalizado, o Parque Cidade Jardim possui em sua estrutura interna um luxuoso shopping center, prédios residenciais, prédios comerciais, academias e muito mais. Os lucros obtidos com esse projeto foram tão substanciais que levaram a empresa a negociar suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo, um marco importante para a história da incorporadora.

Paralelamente ao seu sucesso profissional, José Auriemo Neto também construiu uma bela família com a administradora Mariana Landmann Auriemo, com quem o executivo possui dois filhos. Apesar de acumular compromissos como presidente da JHSF, Zeco ainda se esforça para estar sempre que possível com a sua família, sendo ativo na rotina dos filhos. Além disso, nos dias de folga, o empresário também dedica parte do seu tempo para a prática do golfe, esporte que ele passou a admirar ao longo do tempo.

Queda nas vendas de macarrão instantâneo pode dizer alguma coisa sobre a nova sociedade chinesa

Com um preparo simples e fácil de ser encontrado em mercados, o macarrão instantâneo há muito tempo é conhecido como uma das principais comidas chinesas. Em 2013, mais de 46 bilhões de unidades desse tipo de macarrão foram consumidos pela população chinesa e também por Hong Kong. Estudantes consomem macarrão instantâneo na hora do lanche, além de servirem como o almoço para os trabalhadores e como uma refeição rápida em diversas ocasiões e lugares.

Mas somente três anos depois, a venda desse produto teve uma queda de 17% e vendeu cerca de 38,5 bilhões em 2016, segundo a Associação Mundial de Macarrão Instantâneo.

Em outros lugares do mundo, a venda desse tipo de alimento vem mantendo os seus números inalterados, sem contar a Índia, que passou por um recall desse produto e provocou uma queda enorme da venda no país em 2015. O que está acontecendo com a venda de macarrão instantâneo em território chinês é anormal e inesperado.

Algumas das hipóteses para isso estar acontecendo pode indicar de várias maneiras, as diversas mudanças sociais que estão ocorrendo na China.

O macarrão instantâneo é muito fácil de ser preparado, podendo ser acompanhado de alguns vegetais e pedaços de carne. Muitos chineses ainda acham esse prato muito gostoso, mas para outros, esse prato simboliza uma época difícil da vida dos chineses. Essa é uma das razões para a queda das vendas, já que os chineses estão melhorando as suas perspectivas nutricionais.

Outro fator pode ser que um dos principais consumidores do macarrão, os trabalhadores migrantes, que antes viviam longe de casa e consumiam esse alimento inclusive como uma forma de economizar dinheiro, visando enviar maiores somas para casa. O número de migrantes caiu em mais de 1,7 milhão de trabalhadores, que estavam morando em cidades distantes e voltaram para as suas casas em 2016, reduzindo dessa forma o consumo de macarrão instantâneo por esses migrantes.

Outro fator pode ser o aumento do acesso à internet, já que são  cerca de 730 milhões de chineses  que atualmente estão conectados, e 95% deles fazem isso através dos celulares. Um negócio que está em expansão no país é o serviço de pedidos de comida feita pelos aplicativos, que entregam em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar que você preferir. Apesar de serem mais caras que o macarrão instantâneo, essas refeições ainda podem ter um preço bem atrativo e são ainda mais gostosas.

Mas em relação aos outros países, o território chinês ainda é o principal consumidor de macarrão instantâneo do mundo, vendendo três vezes mais unidades do que a Indonésia, que fica em segundo lugar na venda mundial.

 

IBGE diz que os brasileiros com mais 15 anos analfabetos chegam a 11,8 milhões

Os brasileiros com idade igual ou maior que 15 anos analfabetos chegam aos 11,8 milhões. Esse número representa 7,2% do total de pessoas nessa faixa de idade, um percentual que vem aumentando na idade avançada e pode chegar a 20,4% da população com mais de 60 anos. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua de 2016.

O número de analfabetos no país é maior que a população de Cuba que é de 11,2 milhões e a da Bélgica que é de 11,3 milhões de pessoas.

O doutor em educação da Universidade de Brasília, Célio Cunha, avalia o analfabetismo no país vem diminuindo lentamente. “A queda é de 1,5% ao ano. A política educacional já não está colocando o analfabetismo como prioridade, eles investem em ensino básico, fundamental e médio e deixam de lado a alfabetização”, ressalta Cunha.

Uma das metas do Plano Nacional de Educação é a erradicação do analfabetismo no país, uma lei que foi sancionada em 2014. O documento previa uma redução que não foi alcançada, de 6,5% em 2015 segundo informações da pesquisa. Essa erradicação é possível, segundo Cunha, mas precisa ser prioridade das políticas educacionais.A falta de continuidade é o principal problemas das políticas em vigor, segundo Cunha, que faz com que o processo seja ineficiente. “Quando se começa o processo de alfabetização, é preciso que o letramento tenha continuidade com leitura e acompanhamento, senão ocorre uma regressão”.

A região Nordeste que é considerada a mais pobre do país, o analfabestismo chega a 14,8%, em contrapartida com a região Sul, que tem apenas 3,6% de analfabetos, uma desigualdade marcante.

A pesquisa aponta uma desigualdade continua nas regiões, segundo a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Helena Oliveira Monteiro.

Em 2016, a média de anos de estudo de pessoas com 25 anos ou mais foi 8. Na região Nordeste e Norte a média foi de 6 e 7 anos, ficando abaixo da média nacional. A região Sul e Centro-Oeste a média foi de 8,3 anos e o Sudeste 8,8 anos.

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, acredita em reforma antes da eleição presidencial

Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, que atualmente acumula os cargos de presidente executivo e do Conselho de Administração do Bradesco, a reforma da Previdência é extremamente necessária para que as outras reformas sejam concretizadas. Conforme declarou em entrevista coletiva, o banqueiro espera que as mudanças na legislação previdenciária ocorram antes do próximo pleito presidencial: “Acredito que a reforma pode ser aprovada antes das eleições. Não sei se seria possível neste ano. É o governo que vai estabelecer se é possível ser pautada e aprovada”. O executivo deixará a presidência da instituição financeira em março de 2018 e comandará apenas o Conselho de Administração. Entretanto, seu sucessor ainda não foi definido.

De acordo com Trabuco, o governo federal buscou definir uma agenda positiva a partir de adequações monetárias e fiscais com as reformas estruturais que estão em curso. Complementarmente, Luiz Carlos Trabuco Cappi destaca que as mudanças na previdência serão de vital importância para a estabilidade das contas públicas a médio prazo. Ainda segundo Trabuco, todo sistema de previdência no país foi consolidado em uma espécie de “acordo de gerações” e, em caso de rejeição da reforma, o cenário que restará é o de “conflito de gerações”. Ainda de acordo com o presidente do Bradesco, aprovar a reforma manifesta comprometimento com os recursos públicos, o que se reflete, a curto prazo, na valorização de ativos.

Questionado sobre a recuperação da economia em 2018, o banqueiro ressalta que já existe um grau de retorno de investimento no pais e tal fato pode ser atestado com as recentes operações de IPO (Initial Public Offering) na bolsa de valores. Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi: “O Brasil possui características positivas, sendo um bom lugar para se realizar investimentos. De acordo os indicadores financeiros, os investidores estão prontos para investir num futuro bastante próximo”. O executivo ainda garante que, mesmo com a recessão, a pior parte da tempestade já passou e, atualmente, as pessoas estão movimentando a economia – seja comprando imóveis ou trocando o automóvel, por exemplo.

Outro forte indício de aquecimento da economia é aumento da demanda por crédito. Nos últimos meses a quantidade de propostas levadas para análise no banco cresceu notavelmente: “Crédito para reperfilar dívidas está ficando para trás. Linha de capital de giro não crescia há dois anos e começou a voltar neste trimestre”, enfatiza Luiz Carlos Trabuco Cappi. Ainda de acordo com o presidente do Bradesco, há a expectativa que 2018 seja um ano promissor, considerando os índices de juros futuros. Porém, é válido destacar que, para os próximos três anos, o panorama ainda se mostra indefinido especialmente em relação às questões fiscais.

O executivo ainda evidencia que o empresariado não ambiciona uma reforma tributária (também em discussão no Planalto) para reduzir de impostos. Segundo o banqueiro, o que a classe empresarial tenciona é um sistema tributário mais enxuto: “No Brasil, o atual momento é de ajuste fiscal. Dessa forma, não faria sentido uma reforma tributária para diminuir os impostos. Porém, simplificar a carga ao invés de aumentá-la, é algo ambicionável”, finaliza Luiz Carlos Trabuco Cappi.