O Museu da Pampulha faz 60 anos e tem todo o seu acervo guardado

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Projetado pelo ilustre arquiteto Oscar Niemeyer, o antigo cassino que atualmente é o Museu da Pampulha, em Belo Horizonte, está completando sessenta anos, mas as suas salas de exposições estão vazias. Todas as obras estão guardadas e a maioria está tomada pelo mofo.

O museu integra  o conjunto arquitetônico  que foi declarado em 2016, Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. O prédio possui um estilo moderno, e todos ficam surpresos pela sua beleza, com traços inconfundíveis de seu arquiteto.

É possível andar por suas rampas e admirar as suas curvas, a sua arquitetura e o seu jardim, que foi assinado pelo paisagista Burle Marx. Mas dentro do museu, os visitantes não poderão admirar nenhuma de suas obras, já que estão todas guardadas.

O seu acervo conta com quase 1,4 mil obras, guardadas de forma inadequada e que estão causando preocupação, pois elas ficaram pelo período de um ano, em uma sala que não possuía ar condicionado. Gustavo Medicino, que é o diretor do Conjunto Moderno da Pampulha, disse que a preocupação agora, são os fungos que estão se espalhando pelas obras, já que o problema do ar condicionado foi resolvido.

As obras só podem ser admiradas atualmente em catálogos, e fazem parte desse acervo, obras de artistas renomados como Di Cavalcanti, Guignard e Amílcar de Castro. Esse acervo do museu da Pampulha, possui um valor cultural muito significativo, com obras de artistas que colaboraram com o museu, desde a época da construção da Pampulha até os dias atuais, foi o que declarou a historiadora de arte, Marília Andrés Ribeiro.

A ex-diretora do museu, Priscila Freire, explicou que existem dificuldades para que se possam organizar exposições no local, já que ele apresenta um grande excesso de luz natural, que se não forem tomadas as devidas precauções, as telas e gravuras expostas podem ser danificadas. Oscar Niemeyer projetou o local para funcionar como um cassino, fazendo uma espécie de vitrine para a admiração da paisagem do local. Ele só se tornou um museu depois que houve a proibição do jogo no país.

Uma das soluções para o problema, seria construir um anexo do museu, adequando os seus espaços para abrigarem as exposições. A prefeitura já possui o terreno e investiu cerca de R$ 500 mil em projetos, sendo que um deles foi feito por Oscar Niemeyer. A direção do museu alega que não possui os recursos necessários para fazer esse anexo, que custará cerca de R$ 30 milhões.

 

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