ONU solicita novamente o fim dos embargos norte-americanos contra Cuba

 

A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou no início do mês de novembro uma resolução que solicita o término dos embargos econômicos que os Estados Unidos mantém contra Cuba. Durante a votação, os Estados Unidos votaram contra a aprovação.

A Assembleia-Geral da ONU conta atualmente com 193 países membros. Destes, 191 países votaram a favor do fim dos embargos. O único outro voto contrário foi de Israel, que comumente vota de acordo com os Estados Unidos, seu principal aliado.

Essa resolução pressionará os Estados Unidos a revogarem o embargo contra Cuba, porém a determinação da Assembleia-Geral possui somente peso político, tendo em vista que a única entidade que pode encerrar o embargo é o Congresso dos EUA.

Para Nikki Haley, que é a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, a votação sobre o tema pode ser considerado como um “teatro político”. Segundo ela, o governo de Cuba está propagando uma imagem distorcida ao mundo de que sua economia debilitada e a forma como o seu povo é oprimido não são culpa do regime autoritário do país.

Esse posicionamento dos Estados Unidos já havia sido endossado anteriormente pelo Departamento de Estado do país.

De acordo com Bruno Rodríguez, o atual ministro das Relações Exteriores de Cuba, Nikki Haley e os Estados Unidos não possuem a autoridade moral necessária para criticar o governo de Cuba. Ele ainda classificou as declarações do país como “desrespeitosas”.

As tensões entre os dois países voltaram a crescer nos últimos meses,  após um sinal de reaproximação ter sido patrocinado em 2015 pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,  que chegou a reabrir embaixadas em Cuba durante o seu governo.

Segundo a embaixadora Nikky Haley, as chances do status diplomático entre Estados Unidos e Cuba melhorarem a curto prazo são mínimas. O atual presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a afirmar recentemente que acredita que Cuba seja responsável por vários incidentes que, de acordo com o governo dos Estados Unidos, teriam prejudicado a saúde de diplomatas norte-americanos no exterior. Por outro lado, o governo cubano declarou que essas afirmações não passam de “ficção científica” inventada pelos Estados Unidos.

 

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