Alias Grace tem reflexão e sutileza em história de prisão perpétua de empregada

A minissérie Alias Grace disponível na Netflix, narra a história de uma empregada doméstica que foi acusada da morte de seu patrão e de outra criada. O drama se baseia no livro da escritora canadense Margaret Atwood, com seis episódios a história já está disponível na plataforma de streaming desde sexta-feira (3).

A minissérie tem pontos que se aproximam de The Handmaid’s Tale, que teve sua estreia no mês de abril, no Hulu, concorrente da Netflix. Em The Handmaid’s Tale as dificuldades que se passam na vida das mulheres são mostradas em um futuro próximo sem esconder as injustiças das quais elas estão vulneráveis.

Em Alias Grace, que se passa em um Canadá do passado, a realidade é mostrada através da experiência de uma única personagem de uma maneira discreta, reflexiva e sutil.

O ano da minissérie é 1989, quem está no protagonismo da história é Grace Marks (Sarah Gadon). O trama tem um enfoque nas visitas do médico Simon Jordan (Edward Holcroft), um terapeuta que tenta identificar alguma doença mental na condenada à prisão perpétua. A busca pela doença é feita através de análises da personalidade e do comportamento de Grace para tentar justificar o crime do qual ela foi acusada e assim livrá-la da condenação da Justiça.

A trama vai revelando os traumas de Grace, que conta momentos difíceis de sua vida como o abuso em sua infância, na Irlanda, e também como imigrante depois que se mudou para o Canadá.

Os relatos de Grace são minuciosamente contados, ela está controlando tudo o que diz e o que não diz, além de esquecer alguns fatos, o que vai ocasionando um nível de dúvida em suas histórias. No decorrer dos relatos mais perguntas surgem na medida que novos acontecimentos são contados por Grace.

O romance Alias Grace foi publicado em 1996 e teve inspiração em fatos reais em um caso de homicídio que aconteceu no século XIX. A atuação da atriz Sarah Gadon recebeu muitos elogios assim como a narrativa complexa. Quem está na direção é Mary Harron (de Psicopata Americano e Um Tiro para Andy Warhol), o roteiro é de Sarah Polley (de Entre o Amor e a Paixão).

 

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