Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, acredita em reforma antes da eleição presidencial

Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, que atualmente acumula os cargos de presidente executivo e do Conselho de Administração do Bradesco, a reforma da Previdência é extremamente necessária para que as outras reformas sejam concretizadas. Conforme declarou em entrevista coletiva, o banqueiro espera que as mudanças na legislação previdenciária ocorram antes do próximo pleito presidencial: “Acredito que a reforma pode ser aprovada antes das eleições. Não sei se seria possível neste ano. É o governo que vai estabelecer se é possível ser pautada e aprovada”. O executivo deixará a presidência da instituição financeira em março de 2018 e comandará apenas o Conselho de Administração. Entretanto, seu sucessor ainda não foi definido.

De acordo com Trabuco, o governo federal buscou definir uma agenda positiva a partir de adequações monetárias e fiscais com as reformas estruturais que estão em curso. Complementarmente, Luiz Carlos Trabuco Cappi destaca que as mudanças na previdência serão de vital importância para a estabilidade das contas públicas a médio prazo. Ainda segundo Trabuco, todo sistema de previdência no país foi consolidado em uma espécie de “acordo de gerações” e, em caso de rejeição da reforma, o cenário que restará é o de “conflito de gerações”. Ainda de acordo com o presidente do Bradesco, aprovar a reforma manifesta comprometimento com os recursos públicos, o que se reflete, a curto prazo, na valorização de ativos.

Questionado sobre a recuperação da economia em 2018, o banqueiro ressalta que já existe um grau de retorno de investimento no pais e tal fato pode ser atestado com as recentes operações de IPO (Initial Public Offering) na bolsa de valores. Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi: “O Brasil possui características positivas, sendo um bom lugar para se realizar investimentos. De acordo os indicadores financeiros, os investidores estão prontos para investir num futuro bastante próximo”. O executivo ainda garante que, mesmo com a recessão, a pior parte da tempestade já passou e, atualmente, as pessoas estão movimentando a economia – seja comprando imóveis ou trocando o automóvel, por exemplo.

Outro forte indício de aquecimento da economia é aumento da demanda por crédito. Nos últimos meses a quantidade de propostas levadas para análise no banco cresceu notavelmente: “Crédito para reperfilar dívidas está ficando para trás. Linha de capital de giro não crescia há dois anos e começou a voltar neste trimestre”, enfatiza Luiz Carlos Trabuco Cappi. Ainda de acordo com o presidente do Bradesco, há a expectativa que 2018 seja um ano promissor, considerando os índices de juros futuros. Porém, é válido destacar que, para os próximos três anos, o panorama ainda se mostra indefinido especialmente em relação às questões fiscais.

O executivo ainda evidencia que o empresariado não ambiciona uma reforma tributária (também em discussão no Planalto) para reduzir de impostos. Segundo o banqueiro, o que a classe empresarial tenciona é um sistema tributário mais enxuto: “No Brasil, o atual momento é de ajuste fiscal. Dessa forma, não faria sentido uma reforma tributária para diminuir os impostos. Porém, simplificar a carga ao invés de aumentá-la, é algo ambicionável”, finaliza Luiz Carlos Trabuco Cappi.

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