Nível de desemprego levará mais dois anos para ficar abaixo de 10%

Apesar das melhoras que temos presenciado em nossa economia, ainda não estamos, pelo visto, numa situação de superação da crise pela qual passamos já tem alguns anos, ou então, para não sermos tão pessimistas, até já estamos numa superação, só que bastante demorada. Não à toa a nossa constatada impossibilidade de regresso a uma taxa de desemprego de apenas um dígito, por mais dois anos ainda. E é essa, ao menos, a estimativa feita por vários economistas, diante dos dados que foram recentemente divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, também conhecida apenas como “Pnad Contínua”.

Que houve uma melhora, isso houve, é fato, mas ainda deixa-se muito a desejar. Até porque, quanto à desocupação no Brasil, houve, sim, uma melhora, já que foi encerrado um trimestre, ao fim do mês de outubro, com 12,2% nesse índice, e assim menor que o do mês anterior, mas nada próximo do patamar que se tinha no período pré-crise.

Fato é que esse índice permanece com dois dígitos há mais de um ano, mais precisamente a partir do mês de fevereiro do ano passado, 2016. Foi então, nessa referida ocasião, em que esse índice de desocupação medido pela Pnad Contínua, passou dos 9,5% do mês anterior para os 10,2%.

Fora esses resultados todos da Pnad Contínua, devemos tratar ainda sobre certo estudo realizado pela consultoria Schwartsman e Associados, segundo o qual esse índice de desemprego medido pela Pnad Contínua mantém-se respondendo, sempre com uma queda de 0,5 ponto, aos crescimentos de um ponto percentual que estejam acima do PIB potencial. Para quem não sabe, esse “PIB potencial” trata-se do quanto pode o Brasil crescer caso permaneçam as mesmas condições econômicas do presente. E nesse caso de PIB, a referida consultoria o estima em 2% a cada ano.

Assim, é também apontado, pelo estudo em questão, que faz-se necessário termos um crescimento de 7%, em todo o nosso país, para, já no próximo ano, ficar a taxa de desocupação com apenas um dígito, ou seja, abaixo dos 10%. No entanto, como as estimativas otimistas são de um crescimento apenas de 3,5%, estamos realmente longe dessa queda tão desejada no nível de desemprego.