Condomínios vêm subindo mais que aluguéis, chegando a ultrapassá-los, em alguns casos

Em situações normais, esperaríamos uma situação padrão, dentre as notícias do segmento imobiliário, de aluguel mais caro que o condomínio, sendo esse segundo um complemento ao primeiro, formando uma despesa mensal de todos os condôminos. Todavia, não vivemos em tempos tão normais assim, pelo contrário, ainda não saímos da crise e os preços das coisas só fazem aumentar, inclusive o preço dos condomínios. Uma subida tão considerável, frente à que tiveram os aluguéis, que chegou a 28%, no comparativo do início de 2015 com junho de 2018, enquanto fora de 15,8%, o aumento dessa outra despesa nesse mesmo período.

Dito tudo isso, podemos trazer constatações de uma realidade avessa, certas vezes, ao que seria o mais comum dentre as notícias relacionadas, padrão esse já citado no início do texto. Afinal, não é mais tão raro encontrar, como no caso do bairro de Higienópolis (São Paulo capital), apartamentos que, com seus 140 metros quadrados, custam R$ 1.540 para alugar, mas trazem consigo a despesa adicional e indispensável de um condomínio 62,34% mais caro que esse aluguel, com seus mais R$ 2.500 no orçamento mensal, formando então R$ 4.040. Uma situação, convenhamos, prejudicial ao mercado imobiliário, não faltando exemplos que se assemelhem em algum nível, mas também não sendo ainda uma regra geral, pois podemos citar, inclusive, a situação inversa de um apartamento a duas quadras do anterior, também de 140 metros quadrados. Nesse, especificamente, o aluguel segue mais caro que o condomínio de fato. E para sermos mais precisos, está mais de 2 vezes (227,15%), com sua cobrança de R$ 3.000 frente a um condomínio de R$ 917. Assim sendo, e considerando-se que ambos os exemplos eram de apartamentos com estado de conservação similar, detendo, também ambos, três dormitórios e três banheiros, além de uma vaga na garagem e estado semelhante de conservação, nós podemos perceber que, para se manterem com preços consecutivos, os que possuem um condomínio mais barato, podem cobrar um aluguel mais caro. De fato, se formos comparar em detalhes, veremos que o aluguel do segundo consegue ser quase o dobro do primeiro (94,8%), ganhando muito mais, portanto, o alugador, sendo o preço final na despesa mensal, para o locatário, quase a mesma (R$ 3.917 versus R$ 4.040).

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