Com a quarta alta seguida, dólar fecha com valor de R$ 3,95

Na segunda do dia 20 de agosto, o dólar novamente protagonizou uma forte alta em relação ao real, sendo o quarto pregão seguido com alta. Segundo especialistas, a razão dessa onda de fortes altas possui relação com as notícias políticas, especialmente a divulgação das novas pesquisas de intenção de votos aos candidatos à Presidência da República, além disso, a agenda interna esvaziada, segundo o que divulgou a agência Reuters.

Neste pregão em questão a moeda americana avançou 1,07%, chegando ao valor de R$ 3,9566 para venda. Para se ter uma ideia do impacto, a última vez que a moeda passou esse valor na data do fechamento de um pregão foi em fevereiro de 2016, no dia 29, chegando ao valor de R$ 4,0036.

Antes do fechamento a moeda chegou a alcançar o valor de R$ 3,9707, para o valor comercial, sendo que, o dólar turismo, naquele momento, era negociado a R$ 4,12, isso sem contar os impostos relativos às operações financeiras (IOF).

Para amenizar a preocupação, uma notícia boa, foi que o principal índice das ações da bolsa nacional fechou com alta, apesar de ter aberto o dia em queda, o mercado se animou e fez com quê a Ibovespa fechasse com aumento de 0,39%, com 76.327 pontos.

No país, os investidores estão monitorando as pesquisas de intenção de votos, principalmente as atuais, que agora serão lançadas após o período de inscrição das chapas e divulgação dos planos de governo. A preocupação de quem trabalha com investimentos é que seja eleito nas eleições de outubro um candidato que não tenha compromisso com as reformas fiscais, objeto de cobiça e pressão do mercado financeiro.

Já fora do país, os investidores se preocupam com as conversas entre os representantes do governo americanos e os representantes da China, que reservaram suas agendas da semana para a tentativa de um acordo que possa findar ou gerar algum avanço na guerra comercial travada pelos dois países, segundo informações dadas pela agência Reuters.

Outra notícia econômica que pode gerar alguma repercussão nos mercados internacionais é a entrada em vigor das medidas econômicas adotadas pelo governo da Venezuela, que pretende conter a hiperinflação do país.