Fabricantes de celulares venderam menos, em 2018, mas lucraram mais

Normalmente, quando se fala, nas notícias, que as vendas caíram em um determinado setor mercadológico, o que se espera, como complemento, ou melhor, como consequência imediata, é uma proporcional queda na receita dos envolvidos nesse setor em questão. No entanto, o nosso mercado de celulares apresentou uma tendência avessa a essa lógica esperada: apesar do encolhimento em questão de volume, durante o ano de 2018, a receita cresceu. Sim, incrivelmente, com os dados da consultoria IDC, percebemos que menos celulares foram vendidos e, ainda assim, maior foi o lucro das empresas envolvidas. E são dados confiáveis, vale pontuar, tendo sido divulgados ainda no dia 7 de dezembro, pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Não paremos por aí, pois precisamos especificar: Foi exposta uma previsão, por parte deles, de que seriam vendidos, até o último dia do ano, 44,9 milhões de aparelhos, em média. Deste modo, com tal cálculo feito, e frente aos 47,7 milhões de aparelhos vendidos durante o ano anterior, 2017, notou-se então uma queda de 6%.

Afinal de contas, o que fez a lógica se inverter? Esta é a questão! Pois saiba que o segredo está no aumento do valor geral desses dispositivos… simplesmente isso! E não é, de fato, muito difícil deduzir o porquê, já que os celulares da atualidade têm ganhado mais e mais recursos que os encarecem, sejam as câmeras, sejam as memórias. Nesse processo, talvez sem muita percepção por parte dos consumidores, a receita dos fabricantes foi ampliada em 4%.

Teses sobre o contexto foram surgindo, a exemplo da que expôs o então diretor para dispositivos móveis da Abinee, Luiz Claudio Carneiro. Segundo ele, as vendas só não foram maiores, em 2018, por conta do que ele chamou de “motivos conjunturais”. Para melhor explicar seu ponto de vista, Carneiro citou a liberação do FGTS ocorrida no ano anterior. De tal modo que, trocar de celular, deduziu ele, passou a ser a prioridade de vários desses trabalhadores com um dinheirinho a mais. Já quanto ao ano de 2018, centro desta matéria, destacariam-se, em contrapartida, fatores negativos, a exemplo da greve dos caminhoneiros e das eleições.

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