Empresa fundada por Guilherme Paulus realiza a compra de companhias argentinas de turismo

Em setembro de 2018, a operadora CVC Turismo anunciou que acabara de formalizar a aquisição de outras duas organizações de nacionalidade argentina. Nos dois casos, entretanto, a compra foi de 60% de cada uma das empresas. Assim sendo, o empresário Guilherme Paulus esteve presente durante as transações, que movimentaram cerca de 14 milhões de dólares, em relação à Ola Transatlántica e mais de 5 milhões de dólares no que diz respeito à Biblos.

A situação econômica presente na Argentina foi, segundo Luiz Falco, que preside a CVC, uma circunstância que viabilizou a concretização das aquisições. Conforme explicou o executivo, a diretoria do grupo há tempos planejava comprar as companhias em questão. Em uma entrevista ao Valor Econômico, Falco afirmou que desde os primeiros meses de 2018 o assunto era pauta constante nas reuniões da CVC.

O empresário Guilherme Paulus explica que o fato da CVC ter conseguido comprar as empresas argentinas é algo que acrescenta valor ao grupo. Na ocasião das transações o executivo já respondia pela presidência do Conselho Administrativo e pontuou que a companhia passou a ter caráter internacional. Luiz Falco, por sua vez, salientou a informação de que no balanço financeiro da empresa brasileira já constariam as duas aquisições.

Após o aumento do patrimônio da CVC Turismo, fruto das compras em questão, Falco assinala que o retorno financeiro poderá atingir 17 bilhões de reais. Embora o segmento turístico possa sofrer consequências relacionadas à crise econômica enfrentada pela Argentina, o executivo da companhia acredita no caráter passageiro desse efeito. Vale ressaltar que o dinheiro argentino foi desvalorizado em 40% do seu valor, mas em relação ao setor de viagens o impacto não foi maciço, explica Falco.

O turismo voltado aos brasileiros tem sido praticado de forma mais barata. Foi o que afirmou Falco, ao explicar que esses turistas poderão encontrar preços até 50% mais em conta do que os habituais. Além disso, os cidadãos argentinos que se dispõem a viajar também se mostram beneficiados, uma vez que costumam atuar com dólares, ao invés de pesos argentinos, algo que seria mais rentável para o setor.

A companhia que teve como fundador o empresário Guilherme Paulus precisava, conforme esclareceu Falco, adquirir mais de uma empresa em solo argentino. Essa demanda seria necessária para que houvesse equilíbrio entre as estruturas da companhia no Brasil e na Argentina. Mesmo que o anseio por internacionalizar a CVC fosse antigo, a concretização dependeu da chegada das condições econômicas mais propícias para se fechar negócio, comentou o executivo.

Conforme veiculado pela revista Valor Econômico, os membros da diretoria da CVC têm a expectativa de que a companhia fique entre as três maiores da Argentina. Em razão da Ola Transatlántica e da Biblos, Falco espera que o volume anual de vendas chegue a ultrapassar o montante de 500 milhões de dólares, considerando-se todas as unidades da empresa.

Em relação ao turismo praticado por brasileiros, Falco destaca que a CVC terá maiores condições de oferecer preços melhores a esses turistas. O executivo vê no aumento da companhia, cujo Conselho Administrativo é presidido por Guilherme Paulus, uma maneira de apoiar companhias aéreas que atuam no Brasil e na Argentina. Ele também espera que um volume cada vez maior de pessoas possa desfrutar do que oferece o turismo em território argentino, sobretudo no que diz respeito aos viajantes de nacionalidade brasileira.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *