Cientistas criam robô que ajuda pessoas com deficiência motora no dia a dia

Um novo projeto tecnológico ligado ao sistema de interface de realidade expandida, conhecido como simuladores de realidade virtual, consegue ajudar pessoas com deficiências motoras de vários tipos, inclusives pessoas com graves deficiências a operar robôs que oferecem tarefas domésticas comuns. Tarefas simples como se alimentar ou tarefas de higiene pessoal agora podem ser realizadas por robôs controlados diretamente pelo deficiente.

Uma interface que pode ser acessada junto a web apresenta uma visão do ponto de vista do robô e pode ser vista pelo deficiente por meio de um equipamento frente ao seu rosto. Estamos falando de um robô humanoide capaz de desempenhar funções controladas diretamente pelo usuário da interface. As notícias sobre esse novo estudo foram divulgadas na revista Plos One e logo em seguida em sites relacionados com o assunto.

“Nossos resultados sugerem que pessoas com déficits motores profundos podem melhorar sua qualidade de vida usando um corpo robótico. Nós demos o primeiro passo para tornar possível para alguém comprar um tipo apropriado de robô, tê-lo em sua casa e obter benefícios reais dele”, disse Phillip Grice, principal autor do projeto e membro do Instituto de Tecnologia da Geórgia.

“Nosso objetivo é dar às pessoas com acesso limitado aos corpos o controle a corpos robóticos para que possam interagir com o mundo de novas maneiras. Em comparação com pessoas fisicamente capazes, as capacidades do robô são limitadas. Mas os participantes foram capazes de realizar tarefas que nunca fariam devido a doença de forma eficaz e mostraram melhora em uma avaliação clínica que mediu sua capacidade de manipular objetos em comparação com o que eles teriam sido capazes de fazer sem o uso do robô”, explicou Grice.

O equipamento produzido por Grice e sua equipe é chamado de PR2, sendo um robô humanóide com rodas, dois braços, cabeça, apto a manipular objetos com precisão, como segurar um copo de água, pentear cabelo e ainda vem equipado com um barbeador elétrico, além do equipamento que ficará frente ao rosto do usuário.

O PR2 ainda deve passar por mudanças para reduzir o seu tamanho de forma significativa para que os custos não sejam elevados comercialmente falando. Ou seja, no momento um robô com o óculos de realidade expandida e o treinamento voltado ao deficiente possuem custos extremamente elevados para tornar-se algo difundido e estar na casa de todos que realmente necessitam.

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