Por que a gerência é uma carreira e a liderança é um chamado

Pergunte qual é a diferença e eles podem ter um pouco mais de dificuldade em fornecer uma resposta clara. De repente, as palavras se tornam amorfas e indefinidas. De alguma forma, a liderança é um intangível – um componente carismático que algumas pessoas têm e outras simplesmente não. É por isso que, de acordo com o onipresente “eles”, é uma raridade.

A diferença entre ser um gerente e ser um líder é simples: a administração é uma carreira. Liderança é um chamado.

Você não precisa ser alto, bem falado e com boa aparência para ser um líder de sucesso. Você não precisa ter esse “algo especial” para cumprir o papel de liderança.

O que você tem que ter são convicções claramente definidas para transformar negócios e gerar economia- e, mais importante, a coragem de suas convicções de vê-las se manifestarem em realidade. Somente quando você entende seu papel como guia e mordomo baseado em suas próprias notícias, você pode passar de gerente a líder.

Se o grupo que você supervisiona é chamado de funcionários, associados, colegas de trabalho, colegas de equipe ou qualquer outra coisa, o que eles estão procurando é alguém em quem eles possam depositar sua confiança . Alguém que eles sabem está trabalhando para o bem maior – para eles e para a organização. Eles estão procurando por alguém não apenas que eles podem – mas que eles querem – seguir.

Porque é somente quando você tem seguidores – pessoas que colocaram sua confiança em você – que você sabe que se mudou para esse papel de liderança. E a maneira como você vê é que sua organização está transcendendo todas as conquistas anteriores de qualidade, produtividade , inovação e receita. Você está operando com um nível tão alto de eficiência que está devolvendo o orçamento para a corporação – e ainda está superando suas metas .

Você está conseguindo o que você sempre sonhou que poderia ser alcançado. E não apenas isso, mas é mais fácil do que você pensou.

Porque você é um líder. Porque o modelo clássico de gerenciamento de comando e controle – que, ao contrário da crença popular ainda se aplica mesmo em nossas empresas mais progressistas do século XXI – não está mais em jogo.

Bruno Fagali informa qual é a atual tendência para conteúdos ministrados em cursos de MBA

Diversas são as disciplinas que compõem os cursos de pós-graduação, tais como conteúdos ligados à tecnologia, design e inovações diversas. Na modalidade Lato Sensu, contudo, os cursos de MBA têm sido compostos cada vez mais por temas oriundos da área de Compliance, reporta o advogado Bruno Fagali. Ele ainda destaca que muitos executivos têm procurado aprofundamento em suas trajetórias acadêmicas valendo-se desse tipo de curso.

Os temas ligados ao Compliance são empregados em ações práticas no cotidiano das empresas e isso, segundo o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ocorre no momento em que conflitos de interesses surgem na rotina das corporações. O docente também esclarece que esse tipo de assunto costuma ser inserido na grade curricular por meio das chamadas “matérias transversais”, muito comuns nas instituições de ensino.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), conforme informa o sócio da Fagali Advocacia, constitui uma das instituições apontadas por Ferreira, no que se refere à forma de empregar o Compliance em sua gestão de conteúdos. Para que isso ocorra, o advogado explica que membros da fundação mantêm contato com gestores de organizações para trocarem informações consideradas relevantes. Segundo o diretor de um dos departamentos acadêmicos da instituição, Gerson Lachtermacher, todo conteúdo que se destina ao ensino é revisto de maneira periódica. Desse modo, novas informações são adicionadas aos cursos.

Situação bastante parecida também pode ser verificada em outra instituição de ensino de destaque no país, aponta Fagali. Trata-se da ESPM – Rio, que conta com Marcelo Boschi à frente da coordenação dos programas de MBA. Boschi defende formas de ensino em que o aluno tenha sempre contato com a realidade das organizações, principalmente em relação às transformações que possam vir a ocorrer nas empresas. Para que isso aconteça, o profissional acredita na necessidade de se rever o que é ensinado, ainda que isso acarrete um aumento no número de matérias.

O Compliance, segundo enfatiza Boschi, é sempre algo que envolve acontecimentos atuais e de elevado grau de complexidade. Assim sendo, os docentes de matérias relacionadas ao assunto deverão adotar métodos diferenciados no que diz respeito ao ensino desses conteúdos. Por se tratar de algo inerente à imagem que as organizações podem ter perante o mercado, o representante da ESPM – Rio acredita que os cursos de Branding devem conter matérias destinadas ao assunto.

Assim como o Compliance, Bruno Fagali salienta que temas ligados à área de empreendedorismo também são frequentes em programas de MBA. O reitor da UniCarioca, Maximiliano Dantas, conforme cita o advogado, vê nisso algo de suma importância para a trajetória acadêmica dos alunos. Até mesmo o próprio país, de acordo com Dantas, poderá se beneficiar desse tipo de ensino, culminando em crescimento econômico nacional.

Bruno Fagali estabelece um paralelo em relação à opinião de Eduardo Murad, diretor da área de pós-graduação presente na Unisuam e dos demais gestores de instituições de ensino. Assim como os outros representantes citados, Murad vê grande necessidade de se adequar a teoria à prática, ressaltando que os alunos também almejam formar networking.