Economistas apontam diferentes pontos para uma retomada econômica este ano

O Brasil terá um caminho bastante árduo na retomada da economia e na superação dos efeitos negativos deixados pela pandemia. A retomada econômica rápida que grande parte dos economistas haviam traçados logo no início da pandemia perdeu o lugar para projeções de recuperação a longo prazo. As notícias sobre o retrospecto negativo das atividades econômicas no país estão em destaque desde o início do mês de abril deste ano.

Um dos fatores a serem considerados na projeção é a queda do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre do ano e saber que o pior ainda está por vir. Os especialistas apontam o segundo trimestre como o fundo do poço na queda do PIB, onde se concentraria o pior desempenho econômico do Brasil já registrado na história.

A crise sanitária que se concentra no país após ter atingido a Ásia e a Europa, mostrou o quão frágil o Brasil é diante de uma pandemia. A saúde pública mostrou suas limitações, principalmente no que diz respeito à competência e honestidade de grande parte dos gestores públicos em tratar desta situação. A economia já vinha dando sinais de não estar bem desde antes de a pandemia ter atingido o Brasil, e com a doença, os sinais de incertezas quanto ao futuro político e econômico ganhou grande proporção.

Segundo Ana Carla Abrão, Eduardo Giannetti, Nelson Marconi e Zeina Latif, os brasileiros têm a difícil missão de superar uma pandemia, lidar com uma crise econômica e com a instabilidade política que se agravou no final do mês de maio deste ano.

De acordo com Ana Carla Abrão, a falta de coordenação que há no âmbito econômico é um dos principais agravantes da crise atual. O confronto entre os entes federativos só complica ainda mais a situação do país. Para Eduardo Giannetti, a crise desencadeada pelo coronavírus tornou mais evidente do que nunca o cenário de desigualdade no Brasil. De acordo com Giannetti, o Estado consome 39% do PIB e segue a política de concentrar renda, “isso precisa ser revisto”.

De acordo com Nelson Marconi, a retomada econômica irá depender principalmente do setor público. A crise desencadeada pelo coronavírus irá elevar o número de desempregados e de empresários com dívidas no país. Desta forma, não dá para esperar que só o setor privado tire o país desta crise. Para Zeina Latif, a pandemia pegou o país de calças curtas, onde a retomada estava ainda engatinhando e a agenda de reformas estava sendo traçada.

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